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riscos_e_rabiscos

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Um mau dia para perdê-lo.

Mais uma semana, mais uma segunda-feira. Agenda para hoje: reunião geral seguida de almoço.

 

Depois de uma noite mal dormida, levantei-me cedo, preparei-me e fui para a reunião devidamente equipada, que é como quem diz com caneta, caderno e... máquina fotográfica... just in case! :)

 

Tratados os assuntos da alma, isto é, da reunião, fomos tratar de assuntos do corpo, ou seja, fomos tratar de rechear o estômago. A não ser dois dissidentes, todos fomos degustar um belo Cozido à Portuguesa (mas faça-se jus à minha mãe, o dela é faraway better a million times!!!).

 

Depois dos assuntos internos tratados, foi sugerido que se fosse a algum lado. A ideia até era boa. Mas onde? Decidiram ir jogar matrecos. Thanks, but no thanks! Não desgosto mas não é a minha onda e tinha coisas muito melhores para fazer. Aproveitei a boleia de uma auxiliar que, por acaso, até mora mais acima de mim e que me poupou uma hora em trajectos de autocarros, e vim para casa.

 

Vinha cheia de calor e começei a "desequipar-me". pronta para relaxar um pouco. Tiro a minha garrafa de água da mala e jogo a mão à bolsinha do telemóvel para o tirar da mala. Hã? Onde está? Vasculhei a mala, virei o forro do avesso, procurei nos bolsos e nada! Ai a minha vida...!!! Liguei para o meu telemóvel, ainda assim não estivesse em silêncio. Nada de tremeliques... Onde estaria o raio do telemóvel?!

 

Refiz todo os meus percursos, revi todas as vezes que mexi na mala e no telemóvel e cheguei à conclusão que roubado não tinha sido. Tinha uma certeza de 99.9%. É que se o tivesse sido, já estaria desligado há muito. Mas onde estaria? Só poderia estar na escola ou no restaurante.

 

Voltei a "equipar-me", peguei na mala e rumei à escola. Antes de chegar à escola, entrei no restaurante. Nada tinha sido aí encontrado. Também achei que não seria, já que a mala tinha ficado entalada entre a minha cadeira e a parede e com os fechos virados para mim.

Dirigi-me à escola. Assim que lá chego vejo a Dona J. sentada no muro. Esquisito. Ela chama-me "ó Ticha...!" e eu vou até junto dela. Explica-me, então, que estava ali sentada porque ia entrar às 3 horas mas que não estava ninguém na escola. A Dona T. tinha saído mais cedo e como a Dona J. tinha chaves mas não sabia desligar o alarme novo, ficou sentada no muro à espera que alguém chegasse. É que ninguém lhe disse que, hoje, não haveria crianças na escola, só a reunião.

 

Resultado: sentei-me no muro com a Dona J. à espera que viessem as outras duas senhoras da limpeza que entravam às 5.30h. Fez sol, fez chuva, sentei-me, levantei-me, andei para trás e para a frente e nisto se passou uma hora. Passava toda a gente por ali menos quem devia. E eu, dos nervos, já só me estavam a passar coisas parvas pela cabeça: quem passasse, havia de pensar que estávamos ali as duas ao "ataque", à espera que surgisse algum príncipe desencantado...lol.

 

Finalmente, chegam as outras duas senhoras da limpeza! Portão aberto, alarme desactivado e voei até à sala da reunião. Bolas! Porta fechada à chave. Corri até ao chaveiro e num estalar de dedos fiquei ao pé da porta já com a chave na mão. Benzi-me, enfiei a chave na porta, abri-a e olhei para o sítio onde tinham estado as minhas coisas e... lá estava o meu belo telefoninho, pobre e abandonado!

 

Peguei nele, fechei tudo e desci as escadas eufórica! Peguei na minha mala, desejei Boa Páscoa a todas e vim para casa. Perdi um dia inteiro com isto mas, no fim, acabou tudo bem. Só é pena a chuva e trovoada que tem estado a cair...

 

 

 

Digam lá que o Cozido à Portuguesa não tinha bom aspecto...! :)))

Planos Furados

Lembram-se daquele post de ontem em que eu disse que tinha prometido a mim mesma que ia descansar blá, blá, blá? Pois é… Dizem que o prometido é devido e que as promessas são para cumprir… mas nem sempre!!!

 

Só gostava que alguém me dissesse porque é que os meus planos saem sempre furados?! Nunca posso estar descansadinha. Eu a pensar que iria ter um dia magnífico de dolce fare niente mas afinal…

 

Decidi ir tomar café e fui buscar o meu porta-moedas à mala Fui ao sítio onde o costumo colocar… nada! Vasculhei toda a mala… nada! Vasculhei uma outra mala que tinha usado… nada! Revolvi a casa toda e… nada! Ora bolas! Mas onde teria ido parar o porta-moedas?

Revi todo o dia anterior e todas as minhas movimentações. Nalgum sítio haveria de estar.

 

Decidi, então, procurá-la. Primeiro no café, depois na papelaria, a seguir no colégio e por fim na empresa dos transportes que apanho.

Descobri onde estava, finalmente. Perdi-o na camioneta mas não faço ideia de nada.

 

O mais chato era que o porta-moedas continha todos os meus cartões. Não tinha documentos, apenas cartões e cerca de três euros.

Tive que ir levantar o porta-moedas aos escritórios da empresa, debaixo de uma chuva chata e molhadinha. Mas ao menos recuperei o meu porta-moedas com o recheio quase todo. Os cartões e as papeladas estavam lá, os trocos não estavam lá à excepção de três moedas de um cêntimo…